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O que é o amor, o amor à primeira vista e o amor eterno

Amor Eterno
Numa singular entrevista realizada pelo jornal “El Tiempo”, o médico neurologista colombiano Rodolfo Llinás, revelou segundo a sua visão o que é o amor, o amor á primeira vista e o que é o amor eterno.

Llinás atualmente é professor de neurociência na na Universidade de Nova York, EUA, na qual é simultaneamente diretor do departamento de Physiology & Neuroscience e médico no Centro médico da Universidade.

O que é o Amor?
É um estado funcional, como se tratasse de uma guloseima. O amor faz com que as pessoas se sintam felizes, maravilhadas, o que faz com que se ative o sistema interno de gratificação. Sendo por isso que ‘um gosta do outro’. Claro está que isso é indiferente das pessoas que se ama ou o que se ama. Não é possível morrer-se de excesso de amor, nem tão pouco existe um botão que ative ou desligue a parte do cérebro que despoleta essa maravilhosa sensação.

O que é o Amor á primeira vista?
Funciona de forma parecida com o cérebro dos pássaros, o padrão fixo da ação estava ativado, disponível e quando apareceu a pessoa que ‘ele’ gostou, pronto, apaixonou-se.

O que é o Amor eterno?
Esse tipo de amor é modulado através dos padrões fixos da ação, no qual a sua base assenta na imagem de que um indivíduo vê outro como sendo um espelho de si. Que cuidar dessa pessoa é sua responsabilidade e vice-versa. Que nunca lhe irá fazer mal.

“Nunca, primeiro me matem a mim”, essa é a resposta de alguém que vive um amor eterno quando fala do seu parceiro. Aparentemente essa é a chave neural do amor eterno, a que mantem a pessoa num estado funcional ativo e bloqueia qualquer coisa que seja contrária. Ou seja, o amor eterno é como uma ‘qualidade’ do estado mental. A pessoa entende que não existe outra possibilidade que amar a outra pessoa.

Um rapaz começou a gostar de uma mulher porque tem umas mamas gigantes, e outro começa a gostar de outra por causa do seu ‘cérebro’. Aquele que terá mais possibilidades de chegar ao amor eterno é o que se apaixonou pelo cérebro da mulher, porque terá mais chances do seu interior se interligar com o interior da outra pessoa, enquanto o que gostou das mamas, dificilmente o conseguirá.

Amar é cerebralmente uma dança e existem danças com que se pode dançar com o cérebro de outras pessoas. Amar é dançar, não fazer ginástica. Encontrar isso é muito difícil, mas quando se encontra, encontramos o verdadeiro tesouro da nossa existência.

Até Já!

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