
Os cientistas conduziram um estudo com 103 mulheres e 15 homens, a maioria dos quais eram diagnosticados com sintomas de depressão ou ansiedade. Todos foram submetidos a um questionário em que contavam a história das suas vidas, os seus relacionamentos e a percepção que cada um possuía de si próprio.
Cada entrevista durou entre 60 e 90 minutos. Ao comparar os depoimentos, os investigadores mediram quantas vezes cada entrevistado citou-se a si mesmo e às outras pessoas, a partir do uso das palavras “eu” e “nós” nas respostas.
Cruzados os dados, e estudadas todas as hipóteses, descobriram-se resultados algo interessantes para o mundo científico. Aqueles que mais fizeram auto-referências pessoais relataram uma vida mais pontuada por problemas nos relacionamento e tiveram a tendência a sofrer de depressão. Conforme constataram os investigadores, as pessoas que falaram mais vezes “eu”, tratavam-se de pessoas carentes emocionalmente, na sua maior parte.
Os entrevistados que penderam para a repetição do “nós” mostraram ter a propensão a envolverem-se em relacionamentos mais saudáveis e o com respeito dos limites de intimidade do próximo.
A razão para essa diferença, segundo os cientistas, é a forma como cada pessoa se auto-observa na comunidade que a rodeia. Os que repetiram o uso do “eu” tendem colocarem-se como protagonistas das próprias narrativas, enquanto o segundo grupo vê-se de forma mais global como parte de um círculo social.
Até já!
*Adaptado Fonte


