
A primeira coisa para podermos lutar contra a auto-crítica é identificá-la. Digamos que na nossa mente existem duas “vozes”: a voz saudável, que é aceitável, é objetiva e racional, e a voz patológica, que é a que critica de forma destrutiva.
Temos que aprender a distinguir-las, darmo-nos conta de quando os nossos pensamentos só nos fazem mal e não nos conduzem a nada positivo. Uma vez identificada, devemos refletir sobre a função dessa mesma voz. Se nos está a dizer algo, é por alguma razão, pelo que devemos escutá-la apesar do que nos está a dizer, e o faça de modo errado. Pode ser que esteja a atentar que façamos algo que seria bom para nós ou que nos esteja a proteger de sentimentos dolorosos. Como isto é algo difícil de entender deixe-me dar-lhe alguns exemplos: "Você é um vagabundo e nunca faz nada direito": a voz neste caso está-nos a dizer que deveríamos ser mais ativos na vida e melhorar o nosso rendimento. "Você sempre foi uma má pessoa": apesar de o quão doloroso é este pensamento, na verdade, ele está a proteger-nos. Perante este pensamento, ficaremos a culpabilizar-nos e lamentando-nos, mas não necessitaremos de fazer mais nada, não arriscamos a mudar, nem enfrentaremos o fracasso.
Quando temos identificada a nossa voz crítica e podermos refletir sobre o que realmente ela nos está a dizer, estaremos capacitados para a analisar objetivamente, eliminar a sua parte destrutiva e colocarmo-nos a caminho para conseguir o que ela nos está a pedir de uma forma positiva e sem nunca nos culpabilizarmos.
Contudo, se a voz auto-crítica é muito persistente e dolorosa e resiste a qualquer tipo de mudanças, por vezes é necessária a ajuda de um profissional qualificado.
Até já!


