
Imagine as rodas do seu automóvel, elas têm que estar bem alinhadas, para conseguirem seguir a mesma direção. Se isso não acontecer, e as rodas da esquerda estão numa direção diferente das rodas da direita, o que irá acontecer é que o carro não funcionará adequadamente e não irá a lugar algum.
Assim sendo, se as suas metas encontram-se organizadas em direções opostas e estas se opõe entre si, pode ser que a sua vida não funcione da melhor forma e que por conseguinte não consiga alcançar aquilo a que se propôs.
Por exemplo, se a sua meta de vida é “viver e partilhar tudo com a sua família, e conseguir apreciar o tempo de crescimento dos seus filhos” e “viajar pelo mundo a fazer negócios milionários”, isso levará a que muito provavelmente uma meta se sobreponha à outra. Deste modo, terá em princípio que sacrificar uma meta por outra e isso fará com que se sinta infeliz com a sua vida. Ou seja, antes de tudo, você deve decidir e colocar-se em metas coerentes, que apontem uma mesma direção.
Numa sondagem, tentou-se estudar a sensação de satisfação associada com a coerência das metas. As metas enquanto trabalho, educação, família e negócios, somavam aproximadamente 80 % da satisfação das pessoas estudadas. Ou seja, as metas coerentes conseguem fazer com que a pessoa se sinta menos pressionada a ter que realizar opções que na sua cabeça poderiam ser conseguidas em uníssono, mas que efetivamente são quase impossíveis de serem realizadas em conjunto.
Basicamente a vida deve ter coerência suficiente, pois é essa coerência que permitirá às pessoas conseguirem apreciar os momentos mais simples e com isso não acharem que estão a perder tempo por não estarem a lutar loucamente por metas que dificilmente seriam possíveis de serem alcançadas num mesmo momento.
Até já!


