Não se trata de resignarmo-nos e aceitar-mos tudo aquilo que não gostamos como se aquilo fosse o melhor remédio. Antes de mais devemos distinguir entre o que não podemos e o que não podemos alterar. Por exemplo, se pensamos que não nos valorizam no nosso trabalho, podemos mudar de trabalho e procurar um novo, ou esforçarmo-nos um pouco mais para que nos valorizem. Por outro lado, existem determinadas questões que não podemos alterar, como por exemplo a nossa estatura. Nesses casos, o melhor é aprender a aceitar-se e aprender a valorizar outras virtudes ou aspetos que gostemos em nós, e que tenhamos. Não é o mesmo pensar “sou demasiado pequeno e ninguém quererá relacionar-se comigo” e “sou pequeno, mas sou simpático e agradável e estou seguro que muitas pessoas gostam de mim, independentemente da minha estatura”.
Saber aceitar-se, é uma boa técnica para o desenvolvimento da auto-estima. Graças a esta técnica, não só podemos sentirmo-nos bem connosco mesmo, senão que também os outros nos perceberão de outra forma. Uma atitude negativa e de desapreço sobre si mesmo não desrespeita a nossa própria imagem como aquela que os outros têm de nós.
Se nos aceitamos como somos, aos outros isso também será inconscientemente entendível pelos demais.
O mesmo surge com histórias do nosso passado. O passado não pode ser alterado, por isso o melhor que se pode fazer é saber aceitá-lo e não deixar que ele nos influencie negativamente.
Até já!



