Falar em público é uma das coisas que as pessoas menos gostam de fazer. Isso porque receamos fazer má figura. E quanto mais importante é o discurso, mais medo temos.
Segundo uma profissional da televisão/rádio Norte-Americana que já fala à mais de 30 anos diretamente aos telespectadores, seguramente já ouviu falar de Ophera Winfrey, qualquer pessoa que saiba falar é capaz de o fazer também em público de uma forma fácil.
Eis algumas sugestões que esta anteriormente tímida apresentadora lhe sugere:
1- Não Complique. Reza a história que após um demorado serviço religioso, a mulher de Calvin Coolidge (13º presidente dos EUA) perguntou ao marido qual tinha sido o assunto do sermão que ouvira. Ele respondeu – O pecado. Continuou a sua esposa – E o que é que o pregador disse sobre o pecado? Calvin respondeu – É contra. Ou seja, o público vai reter apenas uma ou duas ideias que expusermos. Apenas uma ou duas, não dez nem vinte. Se não conseguir exprimir o seu ponto de vista numa frase, é porque o seu discurso não está bem orientado. E se não tiver uma ideia precisa daquilo que quer dizer, as pessoas que lhe estão a ouvir também não terão.
2- Planifique o discurso. Qualquer que seja a duração do discurso, há que planificá-lo: como se vai começar, quais os pontos principais que devrá focar e como o vai terminar. Este é um princípio básico que diz que quando se sabe qual a meta a atingir, torna-se fácil a escolha pela via a seguir.
3- Não se alongue. Fale aquilo que planeou, nada mais.
4- Seja realista. Se tentar ser aquilo que não é, não vai provavelmente conseguir chegar a lado nenhum. Se não achar que a história que esta a contar é engraçada, não deve esperar que o seu público se ria. Se a informação que está a transmitir não lhe interessar, dificilmente interessará quem o está a escutar. Robert Frost escreveu uma vez: “Se o escritor não chorar, o leitor também não chorará”. O mesmo se aplica a um orador. Ou seja, quem fala para um público, viveu uma experiência desconhecida dos que os ouvem, e terá de conseguir partilhar-lhes a informação para que o público sinta o mesmo – calor ou frio, medo ou tristeza, irritação ou confusão.
5- Domine quem o/a escutar. Os primeiros momentos de um discurso numa apresentação determinam a relação que existirá entre você e a sua audiência. Sorria. Agradeça por estar naquela situação. Faça depois uma pausa. Não comece até sentir que toda a gente está atenta. cada pessoa ficará logo com a ideia de que é a ela que você se dirige e concentrará a sua atenção. E é isso exatamente que você quer.
Quando todos estiverem calados, estabeleça contactos com o olhar. Escolha até três rostos amigáveis. Se falar para cada um em momentos diferentes, conseguirá agarrar o público.
6- Fale, não leia. Gene Jankowski, ex-presidente da cadeia de televisão CBS, recebeu um prémio da Conferência Nacional de Cristãos e Judeus. Horas antes tinha estado a escrever o discurso para a cerimónia. Ao chegar o momento da entrega do prémio, Danny Kaye apresentou o prémio e em seguida chamou-o. Gene aproximou-se com o discurso e Kaye disse-lhe: “Não leia, diga só às pessoas aquilo que sente”. Em seguida tentou tirar o papel das mãos de Gene. Este agarrou-o desesperadamente e, por momentos, esboçou-se um divertido jogo de traação. Jankowski ganhou. Mas kaye tinha razão. Ler para a audiência não é tão eficaz como falar diretamente e do fundo do coração. Mesmo que não saia algo muito fluente, é sempre melhor.
Se ajudar, crie notas das coisas mais importantes a dizer, a fim de controlar o que vai dizer e o discurso em si, mas não se esqueça, evite ao máximo escrever um discurso integralmente.
7- Descontraia-se. O comediante Robert Klein, no seu discurso sobre o método Lamaze do parto sem dor, certa vez disse que o principal papel do marido parece ser o de lembrar à mulher que deve respirar. É estranho, porque parece absurdo que se tenha de lembrar alguém que deve respirar. Mas, a verdade é que debaixo de tensão, realmente esquecemo-nos muitas vezes de respirar de modo correto.
Falar em público não é mais difícil que dar um nó numa gravata. As coisas difíceis tornam-se simples desde que se saiba lidar com elas. Da próxima vez que tiver de fazer um discurso numa reunião de negócios, numa apresentação na Universidade, na associação de Pais ou numa reunião de condomínios, verifique se estas sugestões dão resultado. Siga-as… e impressione toda a gente!
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Até já!




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