A competição é uma das maiores causas de suicídio neste país (EUA). Suas principais vítimas são pessoas que sempre se julgaram valiosas porque estavam deixando os outros para trás. Quando fracassaram nisso, perderam todo senso de valor próprio e chegaram à conclusão de que não tinham mais razão para levar uma vida de sofrimento.
Pessoas que vivem plenamente não estão interessadas em fazer coisas melhor do que outras. Procuram dentro de si seus objetivos na vida e sabem que a concorrência reduzirá ainda mais seus esforços para atingir aquilo que realmente desejam.
Claro que ganhar pode ser divertido, mais ainda do que perder. Mas se precisa vencer para provar quem é, então você perdeu toda a perspectiva sadia. Se o jogo se torna maior do que a vida, e você em vez de se divertir fica enraivecido, deprimido ou o que quer que seja, você vitimou a si mesmo. E, ironicamente, quanto menos ênfase puser em vencer, mais provável é que vença.
Só os perdedores é que precisam ganhar, uma vez que precisar ganhar implica que o indivíduo não poder ser feliz a menos que derrote alguém. Se não puder ser feliz sem derrotar outra pessoa, você está sendo controlado por essa pessoa, o que o transforma no perdedor final, uma vez que indivíduos controlados por outros são, psicologicamente, escravos.
Acabe com essas tolas exigências a si mesmo de perfeição em tudo o que faz e de exigi-la também em seus entes amados. Permita-se o prazer de simplesmente fazer. Pinte um quadro apenas para se divertir. Não se preocupe em “não ser pintor” – simplesmente divirta-se pintando.
Muitas pessoas estão ocupadas só para disfarçar a ansiedade; seu activismo é um modo de fugir de si mesmas. Elas obtêm um pseudo e temporário senso de vivacidade correndo de um lado para o outro, como se estivessem realizando algo só pelo fato de se movimentarem, ou como se estarem ocupadas fosse uma prova de sua importância.
Às vezes ouvimos falar de pessoas que cometeram suicídio porque perderam a fortuna ou tiveram sua reputação arruinada. Esses casos são extremos. Outras pessoas, ao sofrer uma grande perda, tornam-se profundamente infelizes e adoecem. Não conseguem distinguir a vida da situação da vida.
O homem superior busca em si mesmo o que quer, enquanto que o homem inferior busca nos demais.
Não posso lhe dar a fórmula do sucesso, mas a do fracasso é querer agradar a todo mundo.
Os meios de comunicação adoram expor as imperfeições dos ídolos, como se esses defeitos anulassem seu valor.
Jesus deixou bem claro que, a não ser que ele se fosse, o Espírito Santo não viria. Enquanto as pessoas se estivessem voltando para uma pessoa ou uma instituição, um homem ou uma religião, estariam ignorando a coisa divina dentro de si próprias.
É frequente ficarmos tão apegados a um professor, um amigo, um patrão, pai ou mãe, até mesmo a um emprego, que nos tornamos incapazes de sobreviver independentemente. Todos os grandes mestres, em todo o sector de conhecimento, têm dito: “Não dependa de mim, dependa dos ensinamentos”. E no entanto, os estudantes continuam dependendo dos mestres. Jesus sabia disso, e sabia que, a não ser que fosse embora, pessoalmente, seus apóstolos jamais fariam a grande obra que ele queria que fizessem.
Aquele que insiste em exigir a perfeição nos outros talvez esteja desejando a perfeição para si próprio.
Cada homem é o seu próprio salvador, porque Deus está em todos os homens.
Se você não é grande antes de ocupar o cargo, você não se tornará grande por ocupa-lo.
Até já!




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